Fotografia: Instagram praying
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ControVERSA: a tendência de moda que não tem a bênção da Internet

Imagens sugestivas e cristianismo? Temos Fé que esta tendência não vá longe demais.

Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo, Ámen a este biquíni, diria Adison Rae, a digital influencer que não tardou a ser mandada para o Inferno, assim que cometeu o crime do sacrilégio. Tudo por culpa de um look. Ainda que não seja punível pela lei dos homens, é certamente contestado no Reino do Céu.

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

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Cristianismo agora é moda e, infelizmente para quem vos escreve, não estamos a falar de idas à missa. A tiktoker que, sem querer, tomou o papel de protagonista desta tendência pode dizer que adotar este estilo não será bem recebido por todos. Depois de ter publicado uma imagem na qual surge com um biquíni com as palavras “Pai” e “Filho” inscritas em cada peito e “Espírito Santo” nas cuecas, Adison levou uma tareia da Internet. Blasfémia e desrespeito foram apenas alguns dos comentários e críticas dirigidas à jovem de 21 anos, pelos seguidores que se sentiram ofendidos pelas imagens.

A fotografia em questão foi imediatamente eliminada, mas, uma vez na Internet... para sempre na nossa memória. E o biquíni é requisitado por outras jovens [como podemos ver na imagem abaixo].

 

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

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Mas quer queiramos ou não defender a vestimenta de Adison, devemos saber que o "sacrilégio" tem vindo a ganhar força nos últimos tempos, um pouco por todas as indústrias. As coisas têm vindo a tornar-se bastante bíblicas, se assim o podemos dizer.

Anjos, demónios e evangelismo por todo o lado. Há exemplos por este mundo afora. Na indústria da música, temos, a título de exemplo, Ethel Cain, com o álbum “A Filha do Pregador”, ou “This Hell”, de Rina Sawayama, ou mesmo “Demons” do grupo LSDXOXO. No cinema, podemos pensar no filme Benedetta, de Paul Verhoeven, que põe uma freira a viver um caso lésbico. E depois, sim, chegamos à moda, e lançamo-nos à passadeira vermelha, onde já encontrámos Nicky Minaj com um look de alusão satânica, a desfilar ao lado de um figurante vestido de Papa, ou Katy Perry na Met Gala a personificar uma noiva satânica. Ainda dentro do universo da moda, lembramo-nos do vestido de casamento de Kourtney Kardashian, certo?

Se por um lado há a liberdade de escolha sobre o que vestimos, por outro há a ofensa a uma crença. A minha bênção a todos os que traçam o limite. Não precisamos de rezar o Pai Nosso, mas também não precisamos de sexualizar o lugar bonito a que chamaram de Fé.

Por aqui, apenas pregamos a controVERSA.

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

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