Ramalho Ortigão

Um livro de lifestyle no século XIX? As praias portuguesas de Ramalho Ortigão

Retrato de época e da frequência da época balnear portuguesa em finais do século XIX, mas também um guia histórico e geográfico sobre as mesmas, num clássico da literatura de viagens – um absoluto must-have em qualquer biblioteca elegante, ou um livro para levar de férias.

A sua primeira publicação de As Praias Portuguesas, Guia do Banhista e do Viajante data de 1876 onde, numa escrita despretensiosa, divertida e carinhosa, Ramalho Ortigão faz um verdadeiro apanhado das praias portuguesa, e das suas terras circundantes, oferecendo informação histórica e geográfica sobre as mesmas, até detalhes científicos. Tanto se lê o autor a enaltecer os benefícios da água do mar e dos banhos de água fria, como, num mesmo capítulo, pode ler-se sobre “carapaus e Os Lusíadas, pianos e aristocracia, as toilettes e o pinhal, os piqueniques, as tribos e os hotéis”.

Um precursor da escrita de lifestyle e um clássico da literatura de viagem em Portugal, Ortigão antecipava um país virado para o mar, para a brisa marítima e os sonhos que a inspiram – só não adivinhava a chegada massiva do turismo e, com ele, do mundo inteiro. Nas suas Notas Contemporâneas, Eça de Queiroz descreveu Ramalho Ortigão “comparável a um artista da Renascença italiana.” Este livro pertence à coleção de literatura de viagens da Quetzal, Terra Incognita, livros de viagens com um formato especial, títulos e autores que fazem da viagem um modo de conhecimento.

São páginas cheias de detalhes e de humor, num verdadeiro fresco de Portugal à beira-mar plantado em finais do século XIX, feito de toldos brancos, véus enfunados e leques. No prefácio, Francisco José Viegas classifica-o como um guia “do litoral e dos elegantes”.

O seu editor, da Quetzal, descreve-o assim: “Este guia é elegante, viajante, cosmopolita e nunca bisonho, muitas vezes à beira da risota. A sua ordem é saltitante: saltita da Foz para Pedrouços e Belém, porque se trata de apensos, e da Granja saltita para Pedrouços de novo, e daí vai até Cascais – e de Cascais volta a Vila do Conde, porque está cansado.”

preço €14,40

 

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